<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2322162274673864756</id><updated>2012-02-16T07:56:47.987-03:00</updated><category term='Romance'/><category term='2009'/><category term='Ação'/><category term='2011'/><category term='2000'/><category term='Dramédia'/><category term='Musical'/><category term='Comédia'/><category term='Horror'/><category term='2010'/><category term='2007'/><category term='Anos 70'/><category term='Sul-Coreanos'/><category term='Terror'/><category term='2008'/><category term='Drama'/><title type='text'>B.O.R.I.N.G!</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://boringandannoying.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Régis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09017945114810841868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-caQiMuOxeMM/Tp4jdi2GKcI/AAAAAAAAAOo/uAuTVaUjia8/s220/11519972-1062828912-th.jpeg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2322162274673864756.post-6358582236712046746</id><published>2012-01-31T00:11:00.002-03:00</published><updated>2012-01-31T00:17:29.168-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ação'/><title type='text'>Drive (2011)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-hJEyVfC4AA8/Tydb2unCO7I/AAAAAAAAAdI/Lfc3AzrKSQY/s1600-h/Drive-poster-12Ago2011%25255B3%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="Drive-poster-12Ago2011" border="0" alt="Drive-poster-12Ago2011" src="http://lh5.ggpht.com/-EzJv2Xy4aSo/Tydb4B-B4FI/AAAAAAAAAdQ/GIHfQIY3OCs/Drive-poster-12Ago2011_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800" width="243" height="352"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Drive (Drive) – 2011&lt;br&gt;Direção:&lt;/strong&gt; Nicolas Winding Refn&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Roteiro:&lt;/strong&gt; Hossein Amini&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Ryan Gosling, Carey Mulligan e Oscar Isaac&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Logo na cena inicial de &lt;strong&gt;Drive&lt;/strong&gt; um motorista espera pacientemente em frente a uma loja, enquanto do lado de dentro um roubo está &lt;u&gt;&lt;/u&gt;em andamento. Os &lt;u&gt;&lt;/u&gt;assaltantes saem do prédio e entram no carro sem trocar uma palavra com o condutor. A polícia começa então uma perseguição com os assaltantes, e em uma daquelas sequências que só surgem de tempos em tempos no cinema, &lt;em&gt;The Driver&lt;/em&gt; (nunca ficamos sabendo o nome do personagem) despista os policiais e sai de cena, ainda sem falar uma palavra, mas já estabelecido perante o público como um ser ambíguo e fascinante. Começa a partir deste ponto uma escalada de excitação que só vai terminar no último minuto de filme.&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Figura razoavelmente conhecida dentro do cinema de ação, o diretor Nicolas Winding Refn já havia realizado alguns bons filmes como &lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;Bronson&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e a trilogia &lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;Pusher&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Porém nunca tinha demonstrado tamanha segurança e controle sobre o material como faz em &lt;strong&gt;Drive&lt;/strong&gt;. Este é um daqueles filmes onde a história importa menos do que a maneira como ela é filmada. Não que o roteiro não seja bom. Apesar dos eventuais deslizes a história é interessante. Mas o que fascina mesmo, é a maneira como Refn pega este roteiro completamente normal, e o transforma algo vivo, vibrante, pulsante. É impossível passar indiferente por esta experiência. Chega-se ao fim da sessão totalmente sem fôlego, tamanha a demanda emocional e psicológica que o longa impõe. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Ryan Gosling, ator fenomenal que é, sabe que apesar de todas as qualidades técnicas e narrativas, a verdadeira força do filme reside no personagem principal. E como sempre, o ator responde a altura, com uma atuação forte, marcada pela introspecção de The Driver, fazendo a partir de pouco material um personagem moralmente dúbio, mas sempre cativante apesar de falar apenas meia dúzia de palavras por toda a projeção. Refn usa de forma magistral o rosto expressivo do ator, equilibrando a ternura e vulnerabilidade de Gosling em planos fundos, não raro escondido em sombras, prenunciando que aquilo que se vê é apenas uma parte do complexo puzzle que é o personagem. E a encantadora Carey Mulligan, serve de contraponto perfeito, ressaltando com seus modos doces e sorriso sincero, a escuridão preste a irromper do ator.&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Devido a sua estética oitentista, &lt;strong&gt;Drive&lt;/strong&gt; invoca ainda uma figura que há algum tempo não dava as caras nas telonas. A do justiceiro de passado desconhecido. The Driver entra e sai da história sem que saibamos muita coisa sobre sua vida. Só o que conseguimos reunir sobre o personagem são as informações que são dadas conforme a ação se desenrola. Mas estas são míseras e esparsas. E acho que no fim das contas, é isso que faz o filme ser tão bom. Diz ai, há quanto tempo tu não assistias a um filme onde o mocinho não era um arrogante passivo-agressivo, ou um exemplo de moral? The Driver não é nada disso. É apenas um humano que ao perceber que a merda vai acertar o ventilador, faz tudo aquilo a seu alcance para proteger aqueles que ama, e vingá-los. Não é o heroísmo apregoado como certo, tampouco o anti-herói “cool” tão em moda hoje em dia (cofff, cofff, Dexter). Em suma, é essa absurda normalidade dos personagens, somadas a uma direção abrasiva e virtuosa, que fazem de &lt;strong&gt;Drive&lt;/strong&gt; exemplo tão espetacular do cinema comercial americano. Posso estar errado, mas este filme tem cara de que daqui algumas décadas, vai ser aquele que o pessoal olhará pra trás e dirá: Clássico.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2322162274673864756-6358582236712046746?l=boringandannoying.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boringandannoying.blogspot.com/feeds/6358582236712046746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2012/01/drive-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/6358582236712046746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/6358582236712046746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2012/01/drive-2011.html' title='Drive (2011)'/><author><name>Régis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09017945114810841868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-caQiMuOxeMM/Tp4jdi2GKcI/AAAAAAAAAOo/uAuTVaUjia8/s220/11519972-1062828912-th.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-EzJv2Xy4aSo/Tydb4B-B4FI/AAAAAAAAAdQ/GIHfQIY3OCs/s72-c/Drive-poster-12Ago2011_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2322162274673864756.post-1515943369258755898</id><published>2011-12-11T19:24:00.004-03:00</published><updated>2012-01-31T00:30:55.183-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dramédia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>The Help (2011)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-anqjhGrGb3U/TuUtgmxsZwI/AAAAAAAAAcU/a6Cg7DrEixQ/s1600-h/the-help-poster-download-portugal%25255B3%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="the-help-poster-download-portugal" border="0" alt="the-help-poster-download-portugal" src="http://lh4.ggpht.com/-4UUHdA3zr-k/TuUthvuMGEI/AAAAAAAAAcc/aN0KeMu2obc/the-help-poster-download-portugal_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800" width="201" height="291" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;The Help (The Help) – 2011&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Direção:&lt;/strong&gt; Tate Taylor&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roteiro:&lt;/strong&gt; Tate Taylor&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Emma Stone, Viola Davis, Octavia Spencer e Jessica Chastain&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Estamos na região Sul dos Estados Unidos na década de 60. E como qualquer um sabe, se a coisa tá feia no resto do país, no Sul sempre tem como ficar pior. Reconhecidamente a área onde o catolicismo é mais arraigado e o preconceito é predominante, o Sul sempre gozou de má fama no resto dos EUA e no mundo. É o berço da (i)moralidade e dos bons costumes. E foi lá que em 1876, baixou-se uma lei que dizia que todo estabelecimento público, inclusive meios de transportes, deveriam ter uma ala separada do resto para abrigar os negros e impedir que os mesmos se misturassem ao restante da população. Essa lei só viria a ser revogada quase um século depois, em 1964, com o Ato dos Direitos Civis. E é nesse cenário surreal, que &lt;strong&gt;The Help&lt;/strong&gt; inicia sua narrativa.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Josephine “Skeeter” acaba de se formar em jornalismo e na esperança de abocanhar uma vaga em Nova York, aceita um cargo qualquer no jornal local para adquirir experiência. A coluna consiste em responder cartas e dar dicas para donas-de-casa sobre como manter um lar harmonioso. Como de housewive Josephine não tem uma vírgula, ela pede o apoio de Aibileen, uma "ajudante" negra, tão comumente encontrada em casas brancas da época. Elas eram as responsáveis por todo o trabalho doméstico e de cozinha, além de ocasionalmente servirem de mães para os filhos dos patrões. A própria Josephine tinha uma relação intensa com a empregada de sua casa, e volta e meia afirma que a mesma foi mais sua mãe que a biológica. Conforme as conversas com Aibileen vão ficando mais profundas, e principalmente, após um ato patético da sua odiosa amiga Hilly (Bryce Dallas, deliciosa), Skeeter resolve escrever um livro contanto um pouco as histórias destas mulheres e o ponto de vista delas sobre a situação em que estão confinadas. E como qualquer pessoa (incluindo ai os brancos) que ousasse desafiar as leis em busca de igualdade racial era vista como criminoso, essas sessões deveriam acontecer em total sigilo. E assim foi criando vida o livro de Skeeter.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Chega a ser assustador pensar que há poucas décadas atrás este tipo de pessoa coexistia em sociedade com seres racionais. Mas a verdade irrefutável é esta. Enquanto houver vida no planeta, sempre haverá conflitos. Sejam eles raciais, religiosos, territoriais… o que &lt;strong&gt;The Help&lt;/strong&gt; ajuda a ressaltar, no entanto, com sua visão leve e bem humorada, é que do mesmo modo que existem detratores prontos a destruir tudo, sempre haverão pessoas dispostas a lutar contra eles. Skeeter não estava atrás de uma revolução. Ela só queria transcrever algo que julgava errado, dando a oportunidade a outras pessoas que repensassem seus atos, não através da imposição ou da violência, mas sim, do argumento bem embasado e bem construído. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-l3Lk8gOkPOM/TuUtiiI3H7I/AAAAAAAAAck/PqnyyByP3SQ/s1600-h/Emma%252520Stone%252520and%252520Viola%252520Davis%252520The%252520Help%25255B7%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px auto; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="Emma Stone and Viola Davis The Help" border="0" alt="Emma Stone and Viola Davis The Help" src="http://lh3.ggpht.com/-hHYH-fJ8vk4/TuUtjtjHfmI/AAAAAAAAAcs/mOkTaFblMUc/Emma%252520Stone%252520and%252520Viola%252520Davis%252520The%252520Help_thumb%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" width="297" height="192" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Uma das minhas principais surpresas com este filme reside no elenco. Há algum tempo já estava de olho no filme pois eu sabia que a saborosa da Emma Stone seria a protagonista. E pra ser sincero, ela foi a única coisa me fez querer assisti-lo. Mas fiquei extremamente feliz quando vi que o elenco estava recheado de atrizes estupendas, todas em grandes momentos. Começando pela própria Emma, que como não poderia deixar de ser, está uma graça. Eu tava torcendo pra uma indicação pra moça ano que vem na categoria de atriz, mas acho que sua atuação não tem cacife para tanto. Agora, se Viola Davis e Octavia Spencer não forem nominadas a atriz e atriz coadjuvante respectivamente, então meu bem, eu definitivamente não entendo nada de cinema. Ambas arrebentam. Spencer em especial cria uma personagem intensamente dramática, mas dotada de um humor tão corrosivo que chega a assustar. E o que dizer da adorável Jessica Chastain? Outra grata surpresa, em um papel que caso caísse nas mãos de uma atriz menos competente, poderia facilmente pender pro caricato. Gostaria muito de vê-la indicada ao lado de Octavia, mas duvido que a Academia vá dar valor ao grande trabalho da atriz. Isso sem falar na sempre competente Allison Janney, que assim como a veterana Cicely Tyson aparece pouquíssimo, mas deixa uma impressão marcante no expectador.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Vindo como quem não queria nada, comendo pelas beiradas, &lt;strong&gt;The Help&lt;/strong&gt; foi um hit no verão americano. Ganhando tanto notoriedade crítica quanto de público, e fecha o ano como uma das maiores surpresas, e grande concorrente na corrida do Oscar 2012. O que eu acho extremamente justo. É um filme divertido, leve, gostoso de assistir. Um roteiro caprichado, recheado de bons diálogos e personagens cativantes. E uma direção que sabe tratar de um assunto espinhoso, sem pesar a mão. É definitivamente, um programaço para estas férias que estão chegando. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;PS: Se você não curte cair num torrent, então vai ter de esperar um tempo ainda, pois o filme só estreiará em Fevereiro de 2012 por aqui (sob o horrível título de “&lt;em&gt;Histórias cruzadas&lt;/em&gt;”). Provavelmente um golpe porco da distribuidora, que espera que as prováveis indicações ao Oscar que o filme vá receber, impulsione a bilheteria. É o Brasil… sempre andando pra frente. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2322162274673864756-1515943369258755898?l=boringandannoying.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boringandannoying.blogspot.com/feeds/1515943369258755898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/12/help.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/1515943369258755898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/1515943369258755898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/12/help.html' title='The Help (2011)'/><author><name>Régis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09017945114810841868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-caQiMuOxeMM/Tp4jdi2GKcI/AAAAAAAAAOo/uAuTVaUjia8/s220/11519972-1062828912-th.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-4UUHdA3zr-k/TuUthvuMGEI/AAAAAAAAAcc/aN0KeMu2obc/s72-c/the-help-poster-download-portugal_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2322162274673864756.post-3287568226482974822</id><published>2011-12-04T13:20:00.002-03:00</published><updated>2011-12-11T19:36:30.582-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dramédia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Um dia (2011)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-McHV6n0BSuY/TtudsNJVStI/AAAAAAAAAbU/-jFq_KEcSSU/s1600-h/489_13378218224%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="489_13378218224" border="0" alt="489_13378218224" src="http://lh4.ggpht.com/-vQmFrZhD1hc/TtudtG_E0RI/AAAAAAAAAbc/XZTLJPHyS9w/489_13378218224_thumb.jpg?imgmax=800" width="166" height="244"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um dia (One day) - 2011&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Direção:&lt;/strong&gt; Lone Scherfig&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Roteiro:&lt;/strong&gt; David Nicholls&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Anne Hathaway, Jim Sturgess e Patricia Clarkson  &lt;p&gt;&amp;nbsp; &lt;p align="justify"&gt;Sabe quando você conhece aquela pessoa que irá te marcar pro resto da vida? Aquela pessoa que te inspira a ser alguém melhor? Aquela pessoa que pode muito bem ser sua alma gêmea, caso você acredite em almas-gêmeas? E sabe quantas vezes você foi cego em não perceber esta pessoa enquanto ainda tinha tempo? É disso que trata este delicioso filme dirigido por Lone Scherfig (&lt;strong&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;An Education&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;): a nossa incapacidade de reconhecer aquele que pode ser o ser humano mais extraordinário que vamos conhecer em vida. E principalmente, o vazio que ele deixa quando parte.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Fragmentando a narrativa ao longo de 23 anos, sempre no mesmo dia (a data em que ambos se conheceram), o roteiro vai traçando então a maneira como a relação entre os protagonistas Emma e Dexter foi crescendo, se deteriorando e novamente se fortalecendo. Sempre através desta janela de 24 horas. O mágico começo, o amargo momento em que ambos percebem que é melhor se afastarem por um tempo antes que acabem se odiando, e a redescoberta do amor que sempre nutriram. E aqui não me refiro ao amor sexual, mas sim a um tipo de amor verdadeiro, livre de categorias, apenas o amor entre duas pessoas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Scherfig não abre mão do melodrama em sua abordagem, no entanto, se o faz é para autenticar os sentimentos despertados naquela, e por aquela relação. Scherfig aponta o dedo na tua cara e diz: “&lt;em&gt;Hey você, o que tu ta esperando pra dizer para a pessoa que você ama, que você a ama&lt;/em&gt;?” Como diria Meredith em “&lt;strong&gt;Grey’s Anatomy&lt;/strong&gt;”:&lt;br&gt;“&lt;em&gt;Você disse?&lt;br&gt;Você disse: Eu te amo?&lt;br&gt;Você disse: Você mudou minha vida?&lt;br&gt;Você disse?&lt;br&gt;Porque talvez, amanhã, possa ser tarde demais&lt;/em&gt;”.&lt;br&gt;Fatalista, eu sei, mas nem por isso menos verdadeiro. De fato, amanhã pode ser tarde demais. A verdade é que &lt;strong&gt;One Day&lt;/strong&gt; é assumidamente um romance. E pensando bem, quando foi a última vez que você assistiu um romance que se orgulhava disso?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br&gt;Em certo ponto da narrativa, acontece para mim uma das cenas mais emblemáticas do longa: Dex e Em voltam a se encontrar após alguns anos sem se ver. Ele conta para ela enquanto bebem que está noivo e será pai dali alguns meses. Ela sorri, mas o olhar denúncia que por dentro a notícia foi um soco no estômago. Eles sentam num banco, e então acontece uma das partes mais bela do filme, quando ambos abrem o coração um ao outro, e selam tudo com um beijo. Não um beijo de amantes, ardente, apaixonado. Mas sim um beijo resignado, condensando tudo que poderia ser e não foi. Um beijo exprimindo todo o amor que ainda sentem, mas que sabem, não terá mais vez dali em diante, pois eles perderam a oportunidade quando ela deu as caras.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-5uYKgXHmTi0/TtudvawoPoI/AAAAAAAAAbk/b0sdPMg83AU/s1600-h/One-Day-movie-image-Anne-Hathaway-Jim-Sturgess-1-600x404%25255B3%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="One-Day-movie-image-Anne-Hathaway-Jim-Sturgess-1-600x404" border="0" alt="One-Day-movie-image-Anne-Hathaway-Jim-Sturgess-1-600x404" src="http://lh5.ggpht.com/-U1eb1l2Qlbo/TtudwnhDMbI/AAAAAAAAAbs/na1ZyqgPbl4/One-Day-movie-image-Anne-Hathaway-Jim-Sturgess-1-600x404_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800" width="244" height="166"&gt;&lt;/a&gt; &lt;br&gt;Jim Sturgess e Anne Hathaway são os atores perfeitos para encarnar Dex e Em. Ambos são talentosos, lindos, mas especialmente, possuem um carisma, uma cumplicidade com o público que é fundamental para que este tipo de filme, e este tipo de casal, funcionem. Eu sou apaixonado pelo Sturgess desde que assisti &lt;strong&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;Quebrando a banca&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;, mas infelizmente até aqui o ator não teve grandes chances de mostrar todo seu potencial, e vê-lo correspondendo a um papel mais maduro como este é maravilhoso. Ainda assim, quem rouba o filme para si é mesmo Anne. Ela tem uma meiguice e uma veracidade tão natural neste tipo de papel, que a torna imbatível. E mesmo que ela não convença muito como inglesa, este ainda é o tipo perfeito de papel para ela. Mesmo quando o filme é uma bosta como &lt;strong&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;Amor e outras drogas&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;, Hathaway dá sangue a estes projetos apáticos. E como já demonstrou também com sua vulcânica atuação em &lt;strong&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;Rachel getting married&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt; ela é uma estupenda atriz dramática. Tem como não idolatrar uma mulher assim? Posso estar errado, mas acho que de todas as atrizes surgidas nos últimos tempos, a única capaz de substituir Julia Roberts no cenário hollywoodiano atual, é Miss Hathaway. Com a diferença que mesmo sendo uma atriz fantástica, os críticos sempre torceram o nariz para Roberts, enquanto Hathaway recebe a cada novo filme mais aceitação dos críticos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-ngnJ01WRv2w/TtudyZLTKuI/AAAAAAAAAb0/-xdfExvRqyE/s1600-h/OneDay_Still3%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="OneDay_Still3" border="0" alt="OneDay_Still3" src="http://lh6.ggpht.com/-SImP3_yD6ac/Ttudz7K3OjI/AAAAAAAAAb8/di2MG1Lnn6s/OneDay_Still3_thumb.jpg?imgmax=800" width="244" height="163"&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-sVN3aJohUXw/Ttud0iY7J8I/AAAAAAAAAcE/zrRwyvCKCPY/s1600-h/movie-one_day-stills-1970264354%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="movie-one_day-stills-1970264354" border="0" alt="movie-one_day-stills-1970264354" src="http://lh6.ggpht.com/-JKGrrTzNrQ0/Ttud4WOlBKI/AAAAAAAAAcM/C25-uE1AExo/movie-one_day-stills-1970264354_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="244" height="164"&gt;&lt;/a&gt; &lt;br&gt;Para finalizar, gostaria apenas de dizer que me entristece ver as adolescentes de hoje suspirando por bobagens estratosféricas como &lt;strong&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;Um amor pra recordar&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;, ou aquela merda tóxica do &lt;strong&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;O diário de uma paixão&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;, enquanto deixam de lado filmes ótimos como &lt;strong&gt;One Day&lt;/strong&gt;. Um filme que sabe ser romântico sem ser meloso... emocionante sem ser piegas. Um retrato de duas vidas e o amor que as permeou, pintado de maneira carinhosa, real e desafetada.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2322162274673864756-3287568226482974822?l=boringandannoying.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boringandannoying.blogspot.com/feeds/3287568226482974822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/12/um-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/3287568226482974822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/3287568226482974822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/12/um-dia.html' title='Um dia (2011)'/><author><name>Régis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09017945114810841868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-caQiMuOxeMM/Tp4jdi2GKcI/AAAAAAAAAOo/uAuTVaUjia8/s220/11519972-1062828912-th.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-vQmFrZhD1hc/TtudtG_E0RI/AAAAAAAAAbc/XZTLJPHyS9w/s72-c/489_13378218224_thumb.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2322162274673864756.post-3616455177673705096</id><published>2011-11-17T18:28:00.005-03:00</published><updated>2012-01-15T23:45:33.092-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2008'/><title type='text'>Foi apenas um sonho (2008)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;img class="alignleft size-medium wp-image-42" title="Revolutionary Road" src="http://whichmovie.wordpress.com/files/2009/04/revolutionary-road.jpg?w=201" alt="Revolutionary Road" width="201" height="300" /&gt;&lt;br /&gt;Foi apenas um sonho &lt;/strong&gt;&lt;b&gt;(Revolutionary road) - 2008&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Direção:&lt;/b&gt; Sam Mendes&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Roteiro:&lt;/b&gt; Justin Haythe&lt;div&gt;&lt;b&gt;Com:&lt;/b&gt; Kate Winslet, Leonardo DiCaprio e Kathy Bates&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando estreiou na direção em 1999, Sam Mendes criou um retrato audaz e ácido da vida suburbana dos Estados Unidos. Em seu mais recente filme, de início o diretor traz uma proposta parecida. April e Frank formam o casal que aparentemente tem tudo, menos a satisfação com a vida que levam. April é uma atriz medíocre que não aceita sua condição, e ter de bancar a dona de casa perfeita não ajuda em nada suas aflições. Ao passo que Frank está preso num emprego que não gosta, afinal, precisa sustentar a família. Ao longo do filme Mendes diáloga que estes dois personagens tentam fazer o melhor que podem com estes fiapos de felicidade que ocasionalmente encontram um na companhia do outro, mas seus esforços são sufocados pela perspectiva de terem de passar o resto da vida nesta mesma imagem de casalzinho perfeito de classe média. Volta e meia, os diálogos permeiam a vontade dos dois de voltar ao início, onde ainda parecia haver uma real oportunidade de felicidade. O começo da relação, sintetiza para ambos tudo que se perdeu com o tempo: os sonhos, os ideais, a inquietação, e especialmente o companheiro que um projetava no outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não fosse pelo seu final, &lt;em&gt;&lt;b&gt;Revolutionary road&lt;/b&gt;&lt;/em&gt; seria um filme brilhante, muito mais relevante e instigante do que saiu. Mas em vez disso, Mendes preferiu terminar de um jeito muito encaixadinho, redondo. Depois de um excelente trabalho por quase duas horas, Mendes se acovardou de trazer à mesa a discussão que o filme merecia, e se contenta em apenas “fechar” a história. Se tivesse terminado a narrativa com Kate Winslet acenando pro marido e chorando, na porta de casa, &lt;b&gt;&lt;i&gt;Revolutionary road&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; teria um final ambíguo, que condensasse todas as questões levantadas. Ou os protagonistas resolveram dar uma última chance a si mesmos, ou então tinham declarado de uma vez por todas sua fraqueza e aceitado, resignados, a marcha das coisas moldar suas vidas e destroçar seus sonhos dali pra frente. Emocionalmente carregado, mas de uma emoção estéril, o final que saiu parece apenas que foi filmado na tentativa de angariar indicações ao Oscar. Mas eu prefiro desconsiderar os últimos minutos e deixar na lembrança apenas o que foi mostrado anteriormente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas para além das qualidades do roteiro e direção, pois sim, a direção do Mendes é ótima, &lt;em&gt;&lt;b&gt;Revolutionary...&lt;/b&gt;&lt;/em&gt; também brilha em vários outros aspectos. A fotografia de Roger Deakins, parceiro habitual dos Coen, é belissíma, reforçando a opressão em que vive o casal. Em certos momentos a tela é obsessivamente limpa, como a demonstrar que a sujeira está ali. Apenas escondida sob o tapete. A trilha sonora é outro ponto do longa. Admiro a inciativa do diretor de não usar a habitual trilha instrumental, comum em produções assim, mas sim músicas cantadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E acima de tudo, o que mais brilha, é obviamente o elenco. Desde Michael Shannon, que apesar de ter um personagem completamente equívocado e caricato na história, consegue uma boa atuação, até David Harbour e Kathryn Hahn, que interpretam Shep e Milly, o casal next door amigos de April e Frank. Mas é óbvio que são DiCaprio e Winslet que arrebentam com tudo. Digo até que este é o melhor trabalho da carreira de ambos. Kate Winslet está soberba, numa atuação monstruosa, privilegiada pelo riquíssimo personagem que tem em mãos. É incrível como cada frase, cada olhar de Winslet é carregado de significado. E DiCaprio só não fica totalmente ofuscado por Kate, pois também está matador como Frank, que inegavelmente não é um personagem tão complexo quanto April. Mas não tem o que negar, ela está absoluta. E se nada no filme te pegar, pelo menos fica o registro desta atriz que a cada dia se torna mais e mais extraordinária.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2322162274673864756-3616455177673705096?l=boringandannoying.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boringandannoying.blogspot.com/feeds/3616455177673705096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/11/foi-apenas-um-sonho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/3616455177673705096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/3616455177673705096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/11/foi-apenas-um-sonho.html' title='Foi apenas um sonho (2008)'/><author><name>Régis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09017945114810841868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-caQiMuOxeMM/Tp4jdi2GKcI/AAAAAAAAAOo/uAuTVaUjia8/s220/11519972-1062828912-th.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2322162274673864756.post-7332346677894398125</id><published>2011-11-16T21:17:00.004-03:00</published><updated>2011-11-16T21:26:45.097-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Horror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2009'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sul-Coreanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Sede de sangue (2009)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IACEj4qZJBs/TsRS-8u_aFI/AAAAAAAAAa8/NdxYk2siTh8/s1600/sededesangue-680x972.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 224px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-IACEj4qZJBs/TsRS-8u_aFI/AAAAAAAAAa8/NdxYk2siTh8/s320/sededesangue-680x972.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675752671802255442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Sede de sangue (Bakjwi) - 2009&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Direção:&lt;/b&gt; Park Chan-wook&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Roteiro:&lt;/b&gt; Park Chan-wook&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Com:&lt;/b&gt; Song Kang-ho, Kim Ok-bin e Kim Hae-sook&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se é desinformação minha, ou se de fato houve uma revolução dentro do segmento no país. Mas de uns anos pra cá o cinema sul-coreano tá metendo sem dó no dos outros. Só este ano eu já vi cinco filmes do país que são atordoantes. “&lt;i&gt;Oldboy&lt;/i&gt;”, “&lt;i&gt;O hospedeiro&lt;/i&gt;”, “&lt;i&gt;Bedevilled&lt;/i&gt;”, o estupendo “&lt;i&gt;A tale of two sisters&lt;/i&gt;” e agora este &lt;b&gt;Sede de sangue&lt;/b&gt;. O primeiro e o último dirigidos pelo genial Park Chan-wook. Tudo bem que nenhum deles é deste ano, mas todas essas pérolas foram lançadas no intervalo de 2003 á 2010. Isso tirando muitos outros que estou faminto para ver como “&lt;i&gt;Lady Vingança&lt;/i&gt;”, ou “&lt;i&gt;Mother&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Analisar &lt;b&gt;Sede de sangue&lt;/b&gt; como qualquer outro filme é tanto irresponsável, quanto insensato. O cinema sul-coreano existe a um tempo só seu. E Chan-wook faz questão de deixar isso bem claro ao público. Antes de qualquer coisa, é preciso dizer que este é um filme incrivelmente estranho. Bizarro mesmo. Porém diferente daquela chatice que é “&lt;i&gt;Mr. Vengeance&lt;/i&gt;” (único filme ruim do diretor), que é somente bizarro sem qualquer motivo, em &lt;b&gt;Sede de sangue&lt;/b&gt;, Park sabe dosar a narrativa até o limite do aceitável, sem jamais ultrapassá-lo. É preciso muita astúcia para brincar com um longa desta maneira, sem fazer dele um festival de horrores. Mas como dizia, este é território sul-coreano por excelência. Mesmo em filmes mais comportados como “&lt;i&gt;Bedevilled&lt;/i&gt;”, é imprescindível certo conhecimento sobre onde se está entrando, e uma mente totalmente aberta, para usufruir verdadeiramente a experiência. Não vá assistir Wook Park esperando requinte narrativo scorsesiano. Park não faz concessões. É visceral. É brutal. Te pega pela garganta, enfia tua cara no vômito e nem te dá um lenço pra limpar depois.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui, o excelente Kang-ho Song faz um padre que na intenção de ajudar em uma pesquisa que pretende achar a cura pra uma doença nos moldes da lepra, se vê infectado. Quando seu corpo finalmente sucumbe, é trazido de volta à vida graças a uma transfusão de sangue de um vampiro. Como o sangue foi parar lá, pouco interessa, e ninguém reclama desta falta de informação. Só pra vocês entenderem como um diretor competente dispensa explicações. Ao mesmo tempo em que volta dos mortos, o padre percebe que as chagas causadas pela doença sumiram do seu corpo. Além de passar a sentir um apetite desenfreado por sangue. Daí a constatar que o sangue doado era de vampiro, e que precisa sugar alguém se quiser continuar vivo, é um pulo. E é numa de suas “pregações” que o padre vem a conhecer a safadinha Tae-ju, órfã que foi adotada por uma megera que a trata como escrava. Inclusive sexual, já que a velha tem um filho que não pega ninguém. Ao se conhecerem a tensão é instantânea e irrefreável. Irrefreável mesmo. A partir daí a coisa descamba em um espiral de mortes, sangue, muito sangue, sexo, muito sexo e, a viagem de ácido é forte, como só Chan-wook sabe fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Park questiona as conseqüências advindas a partir do momento em que é dado ao ser humano a chance de perder seus pudores e se entregar àquilo que de mais escondido ele traz dentro de si. Instala-se então entre os amantes uma relação simbiótica, entre aquele que, agora livre de amarras pode usufruir a vida pela primeira vez, mas continua regido por seus princípios e regras morais inerentes. E aquela que, antes envolta pelo anarquismo sem jamais fazer parte dele, finalmente pode libertar todos seus demônios sem nada que a controle. É uma luta tão linda quanto dolorosa de se acompanhar. E assim, o diretor dá vazão a um sem número de perguntas para seu público lidar. Por mais horrível que tenha sido a vida de Tae-ju, é justificável esta vingança sem limites? Até que ponto, a bondade e benevolência de alguém agüentam, antes de serem consumidas pelo egoísmo e a autopreservação?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso é claro, sem falar do estilo técnico, afinal, estou falando de Chan-wook. Os enquadramentos são daqueles que te fazem ter um orgasmo em cada cena. A última meia-hora de filme em especial é de uma riqueza absurda: a casa branca, com o azul e o vermelho rivalizando-se; toda a seqüência que procede ao jogo; e é lógico, aquele plano final que se estende por quase 10 minutos, praticamente sem diálogo algum, e é um das coisas mais absurdas, geniais, bonita e assustadora que eu vi em muito tempo. Então minha senhora, o que tá esperando pra largar o crochê e correr pra locadora mais próxima?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2322162274673864756-7332346677894398125?l=boringandannoying.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boringandannoying.blogspot.com/feeds/7332346677894398125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/11/sede-de-sangue-2009.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/7332346677894398125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/7332346677894398125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/11/sede-de-sangue-2009.html' title='Sede de sangue (2009)'/><author><name>Régis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09017945114810841868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-caQiMuOxeMM/Tp4jdi2GKcI/AAAAAAAAAOo/uAuTVaUjia8/s220/11519972-1062828912-th.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-IACEj4qZJBs/TsRS-8u_aFI/AAAAAAAAAa8/NdxYk2siTh8/s72-c/sededesangue-680x972.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2322162274673864756.post-5185741576253741777</id><published>2011-10-23T03:10:00.003-03:00</published><updated>2011-10-23T03:16:49.370-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2007'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><title type='text'>Dedication (2007)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;img class="alignleft size-medium wp-image-22" title="Dedication" src="http://whichmovie.wordpress.com/files/2009/04/dedication.jpg?w=202" alt="Dedication" width="202" height="300" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uma história de amor (Dedication) - 2007&lt;br /&gt;Direção:&lt;/b&gt; Justin Theroux&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Roteiro:&lt;/b&gt; David Bromberg&lt;div&gt;&lt;b&gt;Com: &lt;/b&gt;Mandy Moore, Billy Crudup e Tom Wilkinson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira aventura de Justin Theroux na direção, &lt;em&gt;&lt;b&gt;Dedication&lt;/b&gt;&lt;/em&gt; não passa de um drama-romance que se julga algo sério, mas deixa-se levar pelo egocentrismo do roteirista que realmente acredita ter escrito personagens e situações inteligentes. Seu protagonista é apenas um idiota com uma visão nada festiva do ser humano, que afoga todos que tentam se aproximar dele na poça de lama que é sua vida. Por algum motivo que não consigo entender, Bromberg acredita que criar um personagem cheio de neuras, e que usa do cinismo para desvirtuar a própria existencia, é algo cabeça e original. O resultado é exatamente o oposto, com suas frases de efeito programadas e mal humor que beira o irritante, Henry apenas consegue reforçar as falhas da escrita do filme, que sendo gentil chamaria no mínimo, de preguiçosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesando de modo positivo, há as boas atuações de Billy Crudup e Mandy Moore. Ambos estão a vontade nos papéis, e mesmo não achando particularmente Crudup um ator lá grande coisa, admiro seu esforço em tornar Henry um pouco mais “tragável” ao público. E Moore com seu carisma diria que consegue ser a única coisa que valha a pena ser vista em &lt;em&gt;&lt;b&gt;Dedication&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;. Tom Wilkinson e Bob Balaban aparecem aqui e ali só pra aparecer mesmo. Seus personagens não tem embasamento suficiente para que os dois atores entregassem uma atuação mais trabalhada. Sendo assim, eles fazem o pouco que podem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechando, uma soundtrack irritante que apenas reforça o clima de marasmo e insipiência que acompanha o filme do início ao fim. Conduzido por uma narrativa acidentada que simplesmente “prefere” não dar uma solução inteligente aos acontecimentos, e pega sempre o caminho mais fácil, &lt;em&gt;&lt;b&gt;Dedication&lt;/b&gt;&lt;/em&gt; acaba sendo apenas mais um filme aborrecido, pretencioso e sem nada a oferecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2322162274673864756-5185741576253741777?l=boringandannoying.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boringandannoying.blogspot.com/feeds/5185741576253741777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/10/dedication-2007.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/5185741576253741777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/5185741576253741777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/10/dedication-2007.html' title='Dedication (2007)'/><author><name>Régis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09017945114810841868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-caQiMuOxeMM/Tp4jdi2GKcI/AAAAAAAAAOo/uAuTVaUjia8/s220/11519972-1062828912-th.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2322162274673864756.post-635364305083244937</id><published>2011-10-23T02:48:00.006-03:00</published><updated>2011-10-23T03:17:04.574-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dramédia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2000'/><title type='text'>28 dias (2000)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;img class="alignleft size-full wp-image-10" title="28 days" src="http://whichmovie.wordpress.com/files/2009/04/28-days.gif" alt="28 days" width="1" height="1" /&gt;&lt;img class="alignleft size-full wp-image-11" title="28 days" src="http://whichmovie.wordpress.com/files/2009/04/28-days1.gif" alt="28 days" width="1" height="1" /&gt;&lt;img class="alignleft size-medium wp-image-15" title="28 days" src="http://whichmovie.wordpress.com/files/2009/04/28-days.jpg?w=198" alt="28 days" width="198" height="300" /&gt;&lt;br /&gt;28 dias (&lt;/strong&gt;&lt;b&gt;28 days) - 2000&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Roteiro:&lt;/b&gt; Susannah Grant&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Direção:&lt;/b&gt; Betty Thomas&lt;div&gt;&lt;b&gt;Com: &lt;/b&gt;Sandra Bullock, Viggo Mortensen, Elizabeth Perkins e Dominic West&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sandra Bullock tem o dom de me fazer gostar de quase todos os filmes em que aparece. Acho ela uma boa atriz mesmo que não saiba escolher muito bem seus papéis. E definitivamente Bullock é uma atriz pra comédia, já que geralmente suas aventuras em outros gêneros não são das mais proveitosas. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;Crash&lt;/span&gt;, &lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Murder by numbers&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; são bons exemplos (embora em “&lt;em&gt;Crash&lt;/em&gt;” ela seja prejudicada por uma personagem absurdamente mal escrita). Mas como mostra nesse delicioso &lt;em&gt;&lt;b&gt;28 days&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;, Bullock também é capaz de papéis sérios. Mas com um toque de humor, que fique claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, nos parece que Bullock está apenas repetindo o mesmo papel pela enésima vez. Mas passados uns 20 minutos mais ou menos, tanto Bullock começa a modelar melhor sua Gwen, como Betty Thomas deixa as piadinhas sem graça da lado, e se esmera num humor mais sutil, e no lado emocional da história. Não que em algum momento &lt;b&gt;2&lt;em&gt;8 days&lt;/em&gt;&lt;/b&gt; chegue a impressionar. Mas é ao mesmo tempo impossível assistir a esse filme sem um sorriso no rosto, e guardá-lo com carinho, depois dos créditos finais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gwen, sabe como poucos entornar um copo, e acaba juntamente com seu namorado também alcoólatra, cometendo atos dos mais vergonhosos. Seja estragar a festa de casamento de sua irmã com um discurso pouco inspirado, ou entrar na casa de um completo estranho. Sem descer do carro. É em razão desse último “incidente” que ela é forçada a se internar numa clínica de reabilitação, onde permanecerá pelos 28 dias do título. Mas o que encontrará no local é muito mais do que a “cura” de seu vício. Em especial, terá a oportunidade de conhecer uma Gwen até o momento estranha para ela, capaz de amar e principalmente, mostrar-se digna de ser amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema da redencão foi desde sempre um dos territórios por excelência do cinema americano. Nada inspira e rende tantas boas histórias, como a dos personagens que mudam de caráter, (entenda-se, para melhor) através de uma jornada de auto-conhecimento e convivência forçada com os mais variados tipos. Logo, encontrar uma pérola do gênero não é algo que aconteça todo dia. Mesmo assim, o roteiro de Susannah Grant tem seu argumento, e acima de tudo, se mostra capaz de emocionar e inspirar sem ser piegas. Se a jornada de Gwen a leva a conhecer uma outra mulher dentro de si, &lt;em&gt;&lt;b&gt;28 days&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;, nos leva a ver que cinema, quando bem feito, não precisa ser o mais original, desde que trate com carinho e respeito o seu público.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2322162274673864756-635364305083244937?l=boringandannoying.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boringandannoying.blogspot.com/feeds/635364305083244937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/10/28-dias-28-days-2000-roteiro-susannah.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/635364305083244937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/635364305083244937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/10/28-dias-28-days-2000-roteiro-susannah.html' title='28 dias (2000)'/><author><name>Régis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09017945114810841868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-caQiMuOxeMM/Tp4jdi2GKcI/AAAAAAAAAOo/uAuTVaUjia8/s220/11519972-1062828912-th.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2322162274673864756.post-8457501810694186436</id><published>2011-10-20T21:59:00.005-03:00</published><updated>2011-10-20T22:20:37.309-03:00</updated><title type='text'>O império dos sentidos (1976)</title><content type='html'>&lt;em&gt;Apesar da coragem narrativa, e talvez por causa dela, o filme se torna vazio e prepotente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;address&gt;&lt;a href="http://whichmovie.files.wordpress.com/2011/07/in-the-realm-of-the-senses-movie-poster1.jpg"&gt;&lt;img class="alignleft size-medium wp-image-211" title="in-the-realm-of-the-senses-movie-poster1" src="http://whichmovie.files.wordpress.com/2011/07/in-the-realm-of-the-senses-movie-poster1.jpg?w=208" alt="" width="208" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/address&gt;&lt;address&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Direção:&lt;/strong&gt; Nagisa Ôshima&lt;strong&gt;O Império dos Sentidos (Ai no korîda) - 1976&lt;/strong&gt;&lt;/address&gt;&lt;address&gt;&lt;strong&gt;Roteiro:&lt;/strong&gt; Nagisa Ôshima&lt;/address&gt;&lt;address&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Tatsuya Fuji, Eiko Matsuda e Aoi Nakajima&lt;/address&gt;&lt;address&gt; &lt;/address&gt;&lt;p style="text-align:justify;"&gt;Ainda lembro, foi após ler a critica da Isabela Boscov a respeito de &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Tabu&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, na Veja, que eu passei a criar interesse por Nagisa Ôshima. Até o presente momento não consegui assistir ao filme em questão mesmo tendo passado já alguns anos de lá pra cá, mas minha vontade continua grande. Cheguei até a assistir ao interessante &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Furyo – Em nome da &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;honra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, e durante anos foi esse meu único contato com o diretor. Isso até semana passada, quando me deparei com o DVD de &lt;strong&gt;O Império dos Sentidos&lt;/strong&gt; na locadora, e minha curiosidade foi maior. Loquei, e fui assisti-lo, de maneira errada é verdade, cheio de expectativas. Adoro filmes que ousam sair do lugar comum, e neste caso, ousam desafiar a mentalidade que anos e anos de repressão sexual nas telas se encarregaram de incutir no inconsciente coletivo. A de que sexo é feio, nojento, e não deve ser mostrado. Não nego, eu mesmo me senti enojado em certas cenas do filme, mas ao mesmo tempo, parabenizo o diretor por tamanha coragem ao dirigir este projeto.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify;"&gt;&lt;img src="http://whichmovie.files.wordpress.com/2011/07/still-from-nagisa-oshimas-001.jpg?w=150" class="alignright size-thumbnail wp-image-213" title="Still-from-Nagisa-Oshimas-001" alt="" width="150" height="90" /&gt;Porém, aí entra na discussão outro ponto. Apesar da coragem narrativa, e talvez por causa dela, o filme se torna vazio, prepotente, e ouso dizer, quase pueril. Nagisa não é burro, tem domínio e consciência do que mostra na tela. O problema é que talvez, inebriado pela própria indulgência, o diretor leva seu filme muito além dos limites, fazendo do mesmo nada mais do que um mero exercício pornográfico. &lt;strong&gt;O Império dos Sentidos&lt;/strong&gt; narra por extensos 100 minutos, o cotidiano de um casal e suas aventuras sexuais no mundo idílico e alienante que criaram para si. A partir de certo ponto o sexo se torna a única razão de vida para aqueles personagens, e Ôshima embarca junto nesta viagem, fazendo nada mais do que filmar o casal trepando. Supostamente, isso seria a maneira de Nagisa explicitar a relação intoxicante e destrutiva que se instala entre os amantes. No entanto, me corrijam se eu estiver errado, existem muitas outras formas de filmar intimidade e intensidade sexual, sem resumir um filme todo à simples mímica do ato em si, correto?&lt;/p&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-bxFKGemoxTg/TqDIFCVdGaI/AAAAAAAAAPU/o4q0voB7VY8/s320/in-the-realm-of-the-senses-blowjob-cigarette.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5665748320083843490" style="float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; cursor: pointer; width: 150px; height: 84px; " /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align:justify;"&gt;Nagisa ilude a si mesmo quando acredita que ao condensar seu trabalho à simples exposição do sexo desenfreado e doentio dos protagonistas, conseguirá passar toda a torrente de emoções à que eles estão entregues. Tremendo engano. Os diálogos são escassos, a narrativa fica apática, e consequentemente o longa perde toda a razão de ser. Não é que eu não goste de transgressão no cinema de vez em quando. Eu só espero que ela venha auxiliada por um propósito. E Ôshima falhou ai.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2322162274673864756-8457501810694186436?l=boringandannoying.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boringandannoying.blogspot.com/feeds/8457501810694186436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/10/o-imperio-dos-sentidos-1976.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/8457501810694186436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/8457501810694186436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/10/o-imperio-dos-sentidos-1976.html' title='O império dos sentidos (1976)'/><author><name>Régis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09017945114810841868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-caQiMuOxeMM/Tp4jdi2GKcI/AAAAAAAAAOo/uAuTVaUjia8/s220/11519972-1062828912-th.jpeg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-bxFKGemoxTg/TqDIFCVdGaI/AAAAAAAAAPU/o4q0voB7VY8/s72-c/in-the-realm-of-the-senses-blowjob-cigarette.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2322162274673864756.post-6957812695750037424</id><published>2011-10-19T21:39:00.003-03:00</published><updated>2011-10-19T21:54:37.511-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dramédia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2007'/><title type='text'>Juno (2007)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;img class="alignleft size-medium wp-image-68" title="Juno" src="http://whichmovie.wordpress.com/files/2009/04/juno1.jpg?w=192" alt="Juno" width="192" height="300" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;em&gt;Juno &lt;/em&gt;Juno - (2007)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Direção:&lt;/b&gt; Jason Reitman&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Roteiro:&lt;/b&gt; Diablo Cody&lt;div&gt;&lt;b&gt;Com:&lt;/b&gt; Ellen Page, Jennifer Garner e Jason Bateman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que eu tente, não consigo encontrar uma razão plausível que justifique as indicações de &lt;b&gt;&lt;em&gt;Juno&lt;/em&gt;&lt;/b&gt; ao Oscar desse ano e &lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Little Miss Sunshine&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; ano passado, na principal categoria da premiação. Não que os dois longas não tenham lá suas qualidades, pois isso é incontestável. Ambos são agradáveis, leves, originais, inteligentes, e muito, mas muito bem interpretados por um elenco que nos dois casos, carrega o filme. Mas nada disso justifica Melhor Filme, e muito menos Melhor Diretor como no caso de &lt;em&gt;&lt;b&gt;Juno&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;, que tem uma direção não mais que satisfatória de Jason Reitman. Ainda mais se visto que Reitman ocupou o lugar que deveria ser de Joe Wright e seu estupendo trabalho a frente do seu não menos estupendo &lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;b&gt;Atonement&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero começar pelo roteiro de Diablo Cody, que não merece tanto falatório assim. Ok, ela escreve bons diálogos, mas isso não é o suficiente para desenvolvimento de história. E que pese também seu talento em dar personalidade aos personagens, mesmo os que pouco aparecem na trama (através, novamente dos diálogos, já que na maioria dos casos é ele que molda a textura de cada um em cena). Mas fora isso Diablo se mostra apenas uma iniciante, pois muita coisa no roteiro foi mal desenvolvida. Juno por exemplo, ao mesmo tempo em que aparenta ser uma adolescente extremamente madura para sua idade, chega em certos momentos ao cúmulo da infantilidade (mesmo para sua idade), como na cena em que vai ao primeiro encontro com os futuros pais do filho que carrega. O comportamento da garota chega a ser constrangedor não apenas para seu pai, mas também para quem assiste. Atesta ainda, o descaso e tranqüilidade com que recebe a notícia de que está grávida. Diablo erra ainda mais na forma apaziguadora com que trata suas criações. Parece que todos os defeitos dos personagens, apenas servem para convergir alguma hora em um bem maior, destruindo assim, qualquer julgamento mais crítico que o público possa ter sobre eles, mostrando que o que Cody quer com seu texto, é apenas agradar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, se existe algo em &lt;em&gt;&lt;b&gt;Juno&lt;/b&gt;&lt;/em&gt; que está acima de qualquer suspeita, é o elenco, que desempenha a tarefa de dar vida a esses personagens de maneira espetacular. É graças a Jason Bateman, Allison Janney, J.K. Simmons e Olivia Thirlby que eles conseguem transpor a camada de apenas parecerem humanos, e se tornarem de fato em algo real. E embora Ellen Page tenha um desempenho delicioso (mas ainda acho a atuação de Page em &lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Hard candy&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt; muuuito melhor), quem realmente se destaca, são Jennifer Garner e Michael Cera. Garner que ultimamente vinha me fazendo descrer de seu talento como atriz, devido a baboseiras como &lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Catch and realese&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;De repente, 30&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;, voltou a mostrar porque se tornou um ícone da televisão. E Cera é um caso ainda melhor. Sua meiguice ao interpretar Bleeker derruba qualquer barreira. A cena em que Page e Cera declaram seu amor um pelo outro, perto do finalzinho do filme, é de um capricho que só vendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E antes de terminar preciso elogiar a trilha sonora. As músicas transmitem uma ingenuidade tão sincera que chega a ser quase indecoroso pensar que o filme parte da idéia de dois adolescentes fazendo sexo. Cat Power, Belle &amp;amp; Sebastian, Buddy Holly, e os próprios Michael Cera e Ellen Page… é algo renovador ouvi-los nesse filme.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2322162274673864756-6957812695750037424?l=boringandannoying.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boringandannoying.blogspot.com/feeds/6957812695750037424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/10/juno-2007.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/6957812695750037424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/6957812695750037424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/10/juno-2007.html' title='Juno (2007)'/><author><name>Régis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09017945114810841868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-caQiMuOxeMM/Tp4jdi2GKcI/AAAAAAAAAOo/uAuTVaUjia8/s220/11519972-1062828912-th.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2322162274673864756.post-439799173363372205</id><published>2011-10-18T22:20:00.001-03:00</published><updated>2011-10-18T22:22:17.770-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comédia'/><title type='text'>Another year (2010)</title><content type='html'>&lt;address&gt;Aos 68, e no auge da forma...&lt;/address&gt;&lt;address&gt; &lt;/address&gt;&lt;address&gt;&lt;a href="http://whichmovie.files.wordpress.com/2011/09/another-year-8260-poster-large.jpeg"&gt;&lt;img class="alignleft size-medium wp-image-299" title="another-year-8260-poster-large" src="http://whichmovie.files.wordpress.com/2011/09/another-year-8260-poster-large.jpeg?w=211" alt="" width="211" height="300" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/address&gt;&lt;address&gt;&lt;strong&gt;Another year (Another year) - 2010&lt;/strong&gt;&lt;/address&gt;&lt;address&gt; &lt;strong&gt;Direção:&lt;/strong&gt; Mike Leigh&lt;/address&gt;&lt;address&gt; &lt;strong&gt;Roteiro:&lt;/strong&gt; Mike Leigh&lt;/address&gt;&lt;address&gt; &lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Ruth Sheen, Jim Broadbent, Lesley Manville e Oliver Maltman&lt;/address&gt;&lt;address&gt;&lt;br /&gt;&lt;/address&gt;&lt;address&gt; &lt;/address&gt;Mike Leigh é um cineasta fascinante. Não apenas por ter no currículo filmes brilhantes como &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #ff0000;"&gt;Segredos e mentiras&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #ff0000;"&gt;Agora ou nunca&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, mas também porque estando atualmente com 68 anos, dirige com um vigor invejável. Em especial após dois trabalhos um pouco abaixo do seu habitual nível de excelência, &lt;span style="color: #ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Vera Drake&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; e &lt;strong&gt;&lt;span style="color: #ff0000;"&gt;Happy-Go-Lucky&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, era esperado, e nenhum pouco criticável, que ele resolvesse continuar remando conforme a maré. Mas ao invés disso, Leigh nos brinda com este fabuloso &lt;strong&gt;Another year&lt;/strong&gt;, um dos melhores e mais lúcidos filme da sua carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jim Broadbent e Ruth Sheen (sublimes) interpretam aqui o simpático casal que servirá de fundação para todas as subtramas que Leigh irá lançar mão durante as duas horas (e parecem bem menos) de filme. Tom e Gerri vivem o sonho da juventude de terem envelhecido juntos ainda se amando, e donos de uma cumplicidade sem igual. Acordam cedo, tomam café juntos, partem para a horta que ambos cultivam com o mesmo amor, voltam para casa, recebem conhecidos, saem com amigos, trabalham, e por fim dormem abraçados. E é no meio desta eterna felicidade, deste santuário de estabilidade, que recebem as mais díspares e instáveis visitas. O maior destaque é Mary (interpretada com brilhantismo ofuscante por Lesley Manville), uma simpática cinquentona que após levar um pé na bunda do namorado (que tinha uma esposa) afoga as mágoas numa boa garrafa de vinho. Em boas garrafas de vinho, melhor dizendo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://whichmovie.files.wordpress.com/2011/09/another-year-directed-by-006.jpg"&gt;&lt;img class="aligncenter size-full wp-image-300" title="Another-Year-directed-by--006" src="http://whichmovie.files.wordpress.com/2011/09/another-year-directed-by-006.jpg" alt="" width="460" height="276" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O restante do elenco tem participações mais esporádicas ao longo da narrativa, que se divide em quatro segmentos, cada um intitulado com o nome de uma estação. E como eu adoro essa mania do Leigh de reutilizar sempre os mesmos atores de seu seleto grupinho, quase como um Almodóvar que sempre acha um jeito de enfiar a Chuz Lampreave nos filmes. E assim caminha o filme. Apresentando sem pressa, mas nunca monótono, o cotidiano deste casal feliz e todos os infelizes que orbitam a sua volta, e como em todo o cinema de Leigh, é calcado na crônica da vida dos ingleses da classe trabalhadora e seus pormenores. &lt;strong&gt;Another year&lt;/strong&gt; não tem necessariamente um roteiro. Tem personagens. E que personagens. E é isso que faz dele algo ao mesmo tempo tão gostoso quanto cínico. Cínico, pois apesar de pintar seus personagens com carinho e delicadeza, Leigh não se esquece de escarnece-los de quando em quando. Nos lembrando que os anos passam, e não vale a pena deixá-los ir enquanto ficamos lamentando que a vida não está do jeito que gostaríamos. Tente, e viva com o melhor disto. Não é como se Tom e Gerri não tivessem seus problemas aqui e ali. Eles simplesmente escolheram não dar tanta importância assim pra isso. E vindo de um diretor com a idade de Leigh, é louvável que esta mensagem nos chegue de maneira orgânica, sem pieguice e tão bem humorada. Mais uma gema, para a coleção do diretor.&lt;br /&gt;&lt;pre&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2322162274673864756-439799173363372205?l=boringandannoying.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boringandannoying.blogspot.com/feeds/439799173363372205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/10/another-year-2010.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/439799173363372205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/439799173363372205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/10/another-year-2010.html' title='Another year (2010)'/><author><name>Régis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09017945114810841868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-caQiMuOxeMM/Tp4jdi2GKcI/AAAAAAAAAOo/uAuTVaUjia8/s220/11519972-1062828912-th.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2322162274673864756.post-5908283879681324852</id><published>2011-10-18T21:28:00.002-03:00</published><updated>2011-10-18T22:26:04.164-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Horror'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anos 70'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Musical'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comédia'/><title type='text'>The Rocky horror picture show (1975)</title><content type='html'>&lt;address&gt;&lt;br /&gt;&lt;/address&gt;&lt;address&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://whichmovie.files.wordpress.com/2011/10/rocky-horror-picture-show2.jpg"&gt;&lt;img class="alignleft size-medium wp-image-315" title="rocky-horror-picture-show" src="http://whichmovie.files.wordpress.com/2011/10/rocky-horror-picture-show2.jpg?w=202" alt="" width="202" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/address&gt;&lt;address&gt;&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;he Rocky horror picture show (The Rocky horror picture show)  - 1975&lt;/strong&gt;&lt;/address&gt;&lt;address&gt;&lt;strong&gt;Direção:&lt;/strong&gt; Jim Sharman&lt;/address&gt;&lt;address&gt;&lt;strong&gt;Roteiro:&lt;/strong&gt; Richard O'Brien e Jim Sharman&lt;/address&gt;&lt;address&gt;&lt;strong&gt;Com:&lt;/strong&gt; Tim Curry, Susan Sarandon e Barry Bostwick&lt;/address&gt;&lt;address&gt;&lt;br /&gt;&lt;/address&gt;&lt;p style="text-align:justify;"&gt;Muitas vezes sou questionado por pessoas que conhecem, mas não necessariamente entendem minha paixão por cinema. Repetidamente ouço a pergunta: “Qual é a graça de ficar vendo tanto filme?” E eu acho que uma das melhores formas de se responder a esta pergunta é explicando os motivos pelos quais eu amo &lt;strong&gt;The Rocky horror picture show.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É incrível, quase miraculosa, a forma como o cinema se reinventa constantemente, acompanhando a evolução de pensamento humano. E nem falo do fator técnico da coisa, pois isso é óbvio demais, mas sim da maneira como as histórias evoluíram, e ganharam consistência com o passar dos anos. Tal evolução pode ser vista claramente no filme que agora comento. Pensar que em 1975 um filme iria trazer na tessitura assuntos como incesto, homossexualidade, canibalismo, e uma total falta de pudor em relação à exposição do sexo, é inconcebível. Não disse discutir, que fique bem claro. Mas o simples ato de incorporar tais pontos em sua narrativa já escancara o quanto &lt;strong&gt;Rocky Horror&lt;/strong&gt; estava anos a frente de seus companheiros. Se até algumas décadas atrás, sexo era proibido pelos estúdios e qualquer referência ao ato em si era totalmente velada, é fácil imaginar o quanto um filme como este pode mexer com a cabeça da sociedade “purista” dependendo da época que o recebe. Quando foi lançado &lt;strong&gt;Rocky Horror&lt;/strong&gt; fracassou nas bilheterias, foi massacrado pela crítica, e demorou um tempo até encontrar seu lugar entre as sessões noturnas aonde iam aqueles que também não sabendo exatamente seu lugar na sociedade, se refugiavam por algumas horas numa sala de cinema, extravasando suas emoções com um filme que lhes dava o direito de abraçar sua bizarrice, sua revolta e inquietude.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify;"&gt;Dirigido por Jim Sharman, &lt;strong&gt;The Rocky horror picture show&lt;/strong&gt; é uma viagem insana, psicodélica e delirante que não sabendo de onde se parte, pouco se importa o destino. A única coisa que demanda é total entrega de quem se aventura por seus obscuros labirintos. Por tal motivo é difícil elaborar uma sinopse do roteiro. &lt;strong&gt;Rocky Horror&lt;/strong&gt; é um amontoado de tudo, desde os filmes-B ao qual constantemente reverencia, até o humor mais louco e desapegado. Começa o filme com um casamento onde estão presentes os mocinhos da película, Brad e Janet. Após pegar o buquê, Janet recebe o pedido de noivado de seu amado. Começa então, assim, sem aviso, sem motivo, uma canção sobre como Brad ama Janet, e Janet ama Brad. Tudo envolto por uma releitura viva do American Gothic, e com direito até á velório na igreja que a pouco sacramentava o destino de dois amantes. Vai que depois de muita vergonha alheia, Brad e Janet estão andando de carro numa noite chuvosa por uma estrada escura. O pneu fura, e eles vão procurar abrigo num castelo pelo qual haviam passado não fazia muito. Não sem antes entoarem a deliciosa “&lt;em&gt;Over the Frankestein place&lt;/em&gt;”. São recepcionados então pelo mordomo taciturno Riff Raff, que os convida a entrar. E é quando começa a genial “&lt;em&gt;Time warp&lt;/em&gt;” que &lt;strong&gt;Rocky Horror&lt;/strong&gt; perde qualquer vestígio de sanidade e se entrega de vez a uma loucura desenfreada e saborosa. Muitas outras músicas fantásticas irão tocar, um travesti devasso vindo do planeta Transexual (Tim Curry, soberbo) faz às vezes de host do bacanal, e somos sugados como num turbilhão para dentro desta suruba toda. É sério, dizer simplesmente que o filme abandona a narrativa convencional e se entrega à anarquia, é um eufemismo. Não tenho palavras para descrever a sensação que é assistir ao furacão que toma conta da tela pelos 70 minutos seguintes.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É fácil entender o porquê de este filme ter caído no gosto do público que ia prestigiá-lo nas midnight sessions. Para além das qualidades, a sessão de &lt;strong&gt;Rocky Horror &lt;/strong&gt;ainda oferecia a oportunidade de a audiência "interagir" com o filme, cantar sem medo suas músicas e coreografar as danças, e usar acessórios conforme as cenas eram exibidas (um sonho que quero realizar algum dia). Resumindo, a magia do cinema traduzida de fato. Em um filme que ousa, que excita e incita nossa capacidade de abraçar e aceitar as diferenças, nos entregarmos "ao prazer absoluto, e nadarmos pelas águas do pecado da carne" sem pudores estabelecidos por uma ideia preconcebida do que é certo e do que não é.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align:justify;"&gt;E daí eu volto para a pergunta que abre meu texto. A graça, o motivo, o porquê de eu dedicar boa parte da minha vida em ver histórias inventadas, interpretadas por pessoas que na verdade nunca as viveram? Porque é o cinema que me faz chorar, sorrir, que enche meu coração de uma alegria quase opressora, e da mais profunda tristeza. É basicamente, porque filmes como &lt;strong&gt;Rocky horror picture show&lt;/strong&gt; existem.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2322162274673864756-5908283879681324852?l=boringandannoying.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://boringandannoying.blogspot.com/feeds/5908283879681324852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/10/rocky-horror-picture-show-1975.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/5908283879681324852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2322162274673864756/posts/default/5908283879681324852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://boringandannoying.blogspot.com/2011/10/rocky-horror-picture-show-1975.html' title='The Rocky horror picture show (1975)'/><author><name>Régis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09017945114810841868</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-caQiMuOxeMM/Tp4jdi2GKcI/AAAAAAAAAOo/uAuTVaUjia8/s220/11519972-1062828912-th.jpeg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
